Não adianta tirar Dilma, diz FHC
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23:04
Na próxima quarta-feira 11, a cúpula do PSDB se reúne para
discutir qual será a postura oficial do partido diante das manifestações de
domingo 15, quando diversos grupos vão à rua pedir o impeachment da presidenta
Dilma Rousseff. Ao menos dois importantes caciques tucanos estão, ao menos
publicamente, contrários à ideia de remoção da petista recém-eleita.
"Não adianta nada tirar a presidente", afirmou o
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em evento no Instituto FHC, em São
Paulo, segundo o Valor Econômico. O líder tucano fez o comentário com base em
seu diagnóstico da política brasileira. "Se exauriu o modelo de
presidencialismo de coalizão, que na verdade é um presidencialismo de
cooptação. O sistema político está esgotado", afirmou. Segundo Fernando
Henrique, ele teria alertado Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
sobre sua percepção em dezembro de 2013, quando foram juntos ao velório de
Nelson Mandela. "Ninguém quis agir quando avisei".
Apesar de contrário ao impeachment, FHC não parece disposto
a participar de um acordo político para reduzir a tensão no País. No sábado,
FHC divulgou por meio de sua página oficial no Facebook uma nota negando
relatos de que estaria se aproximando de petistas para evitar a derrubada de
Dilma. "O momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas
sim com o povo. Este quer antes de mais nada que se passe a limpo o caso do
Petrolão: quer ver responsabilidades definidas e contas prestadas à Justiça.
Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de
salvar o que não deve ser salvo", afirmou FHC no sábado 7.
Nesta quarta, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
também manifestou contrariedade ao impeachment. Sua justificativa é diferente
da usada por FHC. Segundo o tucano, que foi vice de Aécio Neves (PSDB-MG) na
chapa presidencial de 2014, o objetivo do partido deve ser enfraquecer o
governo petista. "Não quero que ela saia, quero sangrar a Dilma, não quero
que o Brasil seja presidido pelo Michel Temer (PMDB)", disse ele segundo a
Folha de S.Paulo.
Fonte: Carta Capital
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