Obama declara Venezuela ameaça à 'segurança nacional' dos EUA e impõe sanções ao país
Postado por
Unknown
às
22:55
Brasil de Fato Destaque foto grande | Por Vanessa Martina
Silva
“Uma ameaça não usual e extraordinária à segurança nacional
dos Estados Unidos”. Essa foi a definição dada pelo presidente norte-americano,
Barack Obama, à Venezuela, governada por Nicolás Maduro. A declaração,
proferida nesta segunda-feira (09/03), precedeu o anúncio de sanções econômicas
a sete venezuelanos.
Obama declarou a existência de uma “emergência nacional” e
manifestou preocupação com relação à suposta violação de direitos humanos na
Venezuela após os protestos violentos realizados no ano passado e que mataram
43 pessoas, além de deixar milhares de detidos.
A declaração de “emergência nacional” permite que o
presidente aplique sanções além do que fora aprovado pelo Congresso.
Parlamentares já haviam aprovado em 10 de dezembro do ano passado sanções a 56
oficiais e Obama as ratificou em 18 de dezembro, mas somente hoje foram
anunciados os nomes dos afetados.
“Oficiais venezuelanos passados e presentes que violaram os
direitos humanos de cidadãos venezuelanos e estão envolvidos em atos de
corrupção pública não serão bem-vindos aqui e nós temos agora as ferramentas
para bloquear seus ativos e uso do sistema financeiro norte-americano”, disse o
porta-voz da Casa Branca Josh Earnest, em um comunicado.
“Estamos profundamente preocupados com a escalada do governo
venezuelano contra seus adversários políticos. Os problemas venezuelanos não
podem ser resolvidos com a criminalização da dissidência”, acrescentou Earnest,
que também pediu a libertação de políticos detidos por suposto envolvimento em
um golpe de Estado contra o presidente Maduro.
As pessoas sancionadas pertencem ao alto escalão da
segurança e justiça do governo Maduro e terão os bens e investimentos nos EUA
bloqueados, além da entrada proibida no país. Cidadãos norte-americanos também
podem ser proibidos de fazer negócios com eles. De acordo com um alto
funcionário norte-americano, em declarações à agência Reuters, o setor
petroleiro não será afetado pelas medidas. Os Estados Unidos são o principal
comprador do petróleo venezuelano. O setor industrial também não sentirá o
impacto da sanção.
Os Estados Unidos mantêm sanções contra 19 países, entre
eles Rússia, Ucrânia e Síria. Apenas dois deles são americanos: Cuba e
Venezuela.
REPERCUSSÃO
No Twitter, a chanceler do país, Delcy Rodríguez, informou
que o encarregado de negócios nos Estados Unidos, Maximilien Arveláiz, foi
chamado “imediatamente” para consultas.
O anúncio dá também em meio a uma disputa entre EUA e
Venezuela com relação ao tamanho do corpo diplomático que cada país pode ter.
Maduro ordenou na semana passada a redução da quantidade de funcionários da
embaixada dos EUA em Caracas de 100 para os mesmos 17 que seu governo mantém em
Washington.
Já Ricardo Patiño, chanceler do Equador, disse que a Unasul
(União das Nações Sul-Americanas) não permitirá a “intervenção estrangeira” na
Venezuela, nem um “golpe de Estado” no país.
Mais cedo, o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, fez
um chamado para que Venezuela e Estados Unidos se aproximem por considerar que
esta seria a única saída para a crise na Venezuela.
Categorias:
Internacional
