Seminário do PSOL discute direitos humanos e segurança em Angicos
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14:47
"Direitos Humanos e Segurança
Pública: diálogos possíveis”. Esse foi o tema do I Seminário Angicos em Debate
que é uma promoção do Diretório local do PSOL em parceria com a Fundação Lauro
Campos. A atividade que reuniu mais de
40 pessoas de vários setores da sociedade angicana ocorreu na tarde deste
sábado (21) na Escola Estadual José Rufino e serviu para a formulação de
propostas para o programa político do partido assim como o aprofundamento das
discussões em torno da problemática da segurança.
O evento foi dirigido pela
acadêmica de UFERSA, Bárbara Ruane, que está a frente da Secretaria de Direitos
Humanos do PSOL em Angicos. O acadêmico da UNP Neto Monteiro e o professor da
UFERSA, Marcos Vinicius, ambos militantes do PSOL, fizeram parte da mesa de
abertura do evento e saudaram os presentes frisando a importância do debate.
“Nosso partido quer o dialogo aberto com a sociedade” – resumiu Neto Monteiro.
Na mesa do debate estiveram o
Cabo Ramos Costa da reserva da Política Militar, o soldado e presidente da ONG CHIELD, Félix, e o historiador e diretor de Instituto de Estudos Estratégicos
do Rio Grande do Norte (IEE-RN), Modesto Neto. Os representantes da policia
falaram dos problemas da segurança no Brasil, no Rio Grande do Norte e na
cidade. Ambos repudiaram a formação da PM baseada na violência que “visa quebrar
o policial no quartel para que ele quebre os outros na rua” como frisou o Cabo
Ramos Costa. Por sua vez, Félix frisou ser a favor da desmilitarização da
polícia militar e apresentou número de ocorrências na cidade.
Reconhecendo o policial como um
trabalhador precarizado, Modesto neto não poupou duras criticas ao Estado e a
formação “para exterminar” da policia militar. “Quando o policial mata um
jovem, negro e pobre na favela, o Estado puxa o gatilho junto”. O historiador
defendeu “um novo modelo de segurança” onde haja salário digno, condições de
trabalho e formação humana para a policia, mas também um sistema carcerário que
“não seja um inferno e respeite os direitos fundamentais”. Localmente Modesto
propôs a instalação da Guarda Municipal Cidadã e a instituição de um
Observatório da Violência na UFERSA.
Após a explanação inicial da mesa
foi seguido de um longo e intenso debate sobre as questões levantadas. Doze
intervenções foram feitas e várias propostas apresentadas como a instituição do
Conselho de Segurança, monitoramento por câmeras e iluminação nos bairro mais
afastados do centro. Os estudantes universitários e todos os presentes foram
certificados pela Fundação Lauro Campos. Este foi o primeiro seminário de
outros que se seguiram em outras áreas temáticas como saúde e educação.
Confira algumas imagens:












