Manifesto ao PSOL
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22:44
Apresentamos ao partido este
manifesto assinado por centenas de companheiras e companheiros do PSOL e por
várias das suas mais expressivas lideranças públicas como Luciana Genro,
Marcelo Freixo, Chico Alencar, Jean Wyllys, Milton Temer, Vladimir Safatle, Renato
Roseno, Babá, Hilton Coelho, Eliomar Coelho, Fernando Carneiro, Carlos
Giannazi, Raul Marcelo, Robério Paulino, Tarcísio Mota, entre tantas outras e
outros militantes e dirigentes partidários e lideranças do movimento. As
adesões seguem sendo coletadas e cada assinatura e a mobilização dos militantes
é fundamental.
Estamos às vésperas do V
Congresso do PSOL. Um período de elaborações, debates e definições de rumos
abre-se em nosso partido. Não começamos agora: o PSOL tem mais de dez anos em
que nossa construção precisou de coragem e ousadia para manter de pé as
bandeiras de justiça, igualdade, socialismo e liberdade, quando muitos
afirmavam o fracasso da mobilização e da organização como forma de conquistar
outro futuro.
Foram tempos muitas vezes difíceis,
mas fundamentais para que nosso partido existisse e se enraizasse, com um
perfil coerente de esquerda que não se rendeu. Nossos militantes estiveram nas
ruas em junho de 2013 e nas lutas que se abriram desde então: centenas de
milhares de jovens, novos movimentos sociais e políticos, categorias de
trabalhadores que reocuparam a cena em greves e marchas multitudinárias,
ativistas LGBTs, mulheres, negros e antiproibicionistas em defesa de bandeiras
democráticas, gente simples do povo defendendo seus interesses e direitos.
O PSOL está inserido nestas lutas
e buscando construir uma alternativa anticapitalista e democrática para o
Brasil, inspirado na dura reconstrução dos ideais socialistas Nas várias
campanhas de 2014, em particular com a candidatura da companheira Luciana Genro
à presidência, começamos a romper o cerco da burguesia e ampliar nosso diálogo
com a sociedade e o apoio às nossas propostas.
Em 2015, o esgotamento do modelo
econômico, político e social-liberal levado adiante pelo PT nos últimos 12 anos
revelou-se por inteiro. No entanto, a burguesia nacional e estrangeira,
alimentada no período anterior por lucros recordes, isenções fiscais, crédito
subsidiado, endividamento das famílias e pelo criminoso serviço da dívida – que
arranca mais de 40% do orçamento anual todos os anos, continua exigindo mais.
A crise que atinge em cheio o
Brasil revela o caráter das opções e do programa de Dilma e do PT: os
trabalhadores e o povo são atacados de forma brutal e inaudita pelo ajuste
conduzido por Levy. Cortes bilionários no orçamento, em especial nas áreas
sociais, restrições ao seguro-desemprego e às pensões, aumento de juros,
tarifaço e carestia para o povo, em contraste com o anúncio de novos números
bilionários de lucros dos banqueiros.
Diante do ajuste neoliberal e das
medidas recessivas os patrões iniciam uma onda de demissões e cortes de
direitos. Como se fosse pouco, Dilma lança um “plano” para reduzir jornada e
salários. Os capitalistas agradecem.
Enquanto isso, no Congresso
Nacional, a base do governo e a oposição de direita se unem para promover
ataques como o PL 4330 das terceirizações, garantir o ajuste e apresentar
medidas reacionárias contra as liberdades democráticas, além de uma
pseudorreforma política que constitucionaliza o domínio do poder econômico
sobre partidos e campanhas.
Este Congresso Nacional, o mais
reacionário das últimas 4 décadas, tomado por fundamentalistas, homofóbicos,
fascistas, porta-vozes de interesses corporativos e do grande capital, e
parlamentares de aluguel que respondem às empresas que pagaram suas campanhas
e/ou às legendas fisiologistas e corruptas que cresceram aliadas ao PT e ao
PSDB, tenta impor ao país uma agenda reacionária de retrocesso civilizatório:
redução da maioridade penal para criminalizar a juventude pobre e negra, um
estatuto contra as famílias para acabar com os direitos conquistados pela
população LGBT no judiciário, flexibilização ou até revogação do estatuto do
desarmamento, endurecimento da política de guerra às drogas que mata e encarcera
milhares de jovens, abolição do pouco que resta da laicidade do Estado e uma
contrarreforma política para favorecer a corrupção, o financiamento empresarial
de campanhas, a fraude eleitoral e a exclusão das minorias, entre outros
retrocessos. À frente desse programa antidemocrático, o presidente da Câmara
dos Deputados, Eduardo Cunha, um dos personagens mais perigosos da política
brasileira, até pouco tempo nos bastidores, já age como primeiro-ministro
virtual de um governo cada vez mais débil. Aproveitando a crise política, a
oposição de direita é capitaneada por um PSDB que parece, cada vez mais, o
Partido Republicano dos EUA sob o controle do Tea Party brasileiro (liderado
por Cunha) e impulsiona inaceitáveis aventuras golpistas para obter pelas vias de
fato o poder que não conquistou nas urnas.
Por tudo isso, a necessidade e
urgência da luta do povo crescem, bem como a responsabilidade do PSOL de ocupar
um espaço vazio: o de participante ativo das lutas e da construção de uma
alternativa política dos trabalhadores, da juventude e do povo. Em várias
categorias e movimentos, a simpatia às nossas posições é crescente. Milhares de
ativistas honestos e combativos rompem com as antigas direções governistas,
paralisadas e burocráticas, e aproximam-se do nosso partido. Devemos saudar e
receber com alegria estes camaradas, ao mesmo tempo em que precisamos estar
preparados para impedir que arrivistas e oportunistas – muitas vezes
apresentando-se como defensores de “frentes” – utilizem nossa legenda para
reinventar-se em meio à crise do condomínio governista.
A resistência popular que cresceu
nos últimos anos em diversas regiões do planeta chegou no Brasil. Os exemplos,
em particular no sul da Europa, também nos inspiram e a recente vitória do povo
grego no plebiscito contra a Troika mostram, de forma prática, que é possível
construir alternativas de esquerda e ganhar a disputa política na sociedade,
mesmo em meio a contradições.
Portanto, o V Congresso do PSOL
tem grandes desafios à frente. Precisamos aproveitar as oportunidades que se
abrem para construir o partido e ocupar o espaço aberto à esquerda. Mas, para
isto, devemos consolidar nosso perfil anticapitalista, inserido nas lutas, e
defender a democracia interna. Temos que enfrentar um grave risco que nos espreita
e cresce sempre que um partido ganha mais espaço institucional: a
burocratização do PSOL, o crescimento em seu interior de controle do aparato
partidário, a restrição dos debates internos, que exige respeito às posições
divergentes e confiança mútuas, e as tentações para adotar um perfil que nos
reduza a uma mera legenda eleitoral. A militância do PSOL deve mobilizar-se
para defender nosso patrimônio coletivo e derrotar toda e qualquer tentativa de
domesticar nosso partido em favor de interesses eleitoreiros.
Com este manifesto, sintetizamos
posições fundamentais para que o PSOL ocupe o espaço aberto com a crise e
construa uma direção democrática que se empenhe por estar à altura das tarefas
que se apresentam.
POR UM PSOL SOCIALISTA E
DEMOCRÁTICO, DEFENDEMOS:
1) Um partido de luta, que se
construa no trabalho cotidiano de organização e conscientização popular e nas
greves, ocupações e mobilizações dos trabalhadores, do povo e da juventude. Não
aceitamos nenhum direito a menos e rechaçamos o “ajuste” de Dilma e Levy que
ataca empregos, salários e direitos sociais e trabalhistas. Repudiamos a
oposição de direita que aplica o mesmo “ajuste” nos estados em que governa,
ataca direitos democráticos e se mobiliza para defender saídas reacionárias.
Em 2014, as greves de garis,
primeiro no Rio e depois em diversas cidades, inauguraram uma jornada de lutas,
envolvendo categorias como rodoviários e metroviários, que desafiaram governos
e patrões às vésperas da Copa. Este ano, a tentativa de diversas montadoras de
impor suspensão de contratos e demissões foi enfrentada com greves metalúrgicas
vitoriosas no ABC e em São José dos Campos. A resistência ao ajuste e ao PL
4330 das terceirizações já levou a duas paralisações nacionais, em 15 de abril
e 29 de maio, mostrando que setores da classe trabalhadora começam a retomar
seu protagonismo, ainda que faltem coordenação e disposição de enfrentamento
consequente com o governo por parte da maioria das direções sindicais. Elas
foram obrigadas pelas bases a tomar iniciativas após anos de paralisia.
A falácia da “Pátria Educadora”
de Dilma revela-se nos cortes de R$ 9 bilhões na Educação. Como resposta, há
mobilizações de docentes universitários e técnicos em todo o país, além da
resistência estudantil ao desmonte das universidades federais e aos cortes no
FIES. À greve nas universidades soma-se agora a greve dos trabalhadores do
INSS. Em diversos estados e municípios, por sua vez, os professores enfrentam
os governos, tanto do bloco tucano como do bloco de sustentação do governo
Dilma, que seguem a cartilha de Levy e atacam direitos e salários. O Paraná foi
o centro desta luta, que reuniu milhares de professores por meses contra o
desmonte da previdência e as perdas salariais, sendo que uma onda de greves do
setor da educação estourou nos quatro cantos do país com um forte apoio da
população. A inaceitável brutalidade promovida pelo tucano Beto Richa aos
professores comoveu o país. As bandeiras e a militância do PSOL paranaense
estiveram presentes e dias depois no ato do 1º de maio, Luciana Genro e Babá,
junto com outros companheiros, foram à Curitiba, para repudiar Richa, se
solidarizar com os mais de 200 feridos e se somar à campanha pelo “Fora Beto
Richa”. É este o PSOL que queremos: uma
ferramenta de luta para a classe trabalhadora!
2) Um partido que defenda de
forma intransigente os direitos democráticos e a liberdade. Temos orgulho de
ser um partido que defende a pauta de mulheres, LGBTs, negras e negros, jovens
e antiproibicionistas. Um partido que defende o casamento civil igualitário, a
lei de identidade de gênero, a legalização e regulamentação da interrupção
segura da gravidez indesejada, a legalização e regulamentação das drogas, a
laicidade do Estado e a educação inclusiva.Um partido que enfrenta também a intolerância
religiosa, principalmente em relação às religiões de matriz africana, aos ateus
e agnósticos. Combatemos o fundamentalismo religioso e as bancadas
conservadoras da base aliada e da oposição de direita. Não aceitamos a redução
da maioridade penal – cujo alvo é a juventude pobre e negra, cotidianamente
massacrada nas periferias – orquestrada por
Eduardo Cunha, pela bancada da bala, pela oposição de direita e setores
da base aliada.
3) Um partido que se coloca na
defesa das lutas socioambientais, dos povos originários, de ribeirinhos e
quilombolas frente aos ataques do ruralismo – uma das facetas do modelo
“desenvolvimentista” predador. As crises hídricas e de energia elétrica são os
dramas mais concretos para parcelas expressivas da população e um dos problemas
mais graves – e sem solução aparente de curto e talvez médio prazo. Chega a ser
inacreditável que um país com uma das mais amplas e diversificadas bacias
hidrográficas do planeta tenha falta d´água e de energia elétrica. Isso
expressa não só o descaso de décadas de falta de investimentos do Estado na
infraestrutura, na manutenção de equipamentos e no planejamento, como também a
própria falência do modelão de megaobras via parcerias público-privado. Mas
para além desses fatores e das privatizações, há nesta crise os danos
provocados por uma das pontas desse modelo que são os fatores climáticos –
aquecimento global, mudanças climáticas. Embora seja uma crise de natureza
planetária, o desmatamento do Cerrado e da Amazônia, impulsionados pelo modelo
agroexportador de commodities, amplia a desertificação no país, como agora em
regiões do Sudeste, aumentando sobremaneira os períodos de seca e estiagem.
Esta crise que ameaça o país com apagões, racionamento e falta d´água tem ainda
outras facetas perversas como a elevação do preço das tarifas destes serviços,
impactando o orçamento familiar em tempos de arrocho e endividamento.
4) Um PSOL que denuncie a
falência do regime político em que vivemos e as medidas de restrição à
democracia conduzidas por Cunha em sua contrarreforma política. Nosso partido
deve combater a corrupção como modo de governo da burguesia, desnudando os
laços entre as corporações e a pilhagem do patrimônio público, como ocorreu nos
casos Lava Jato e Zelotes. Por isso lutamos pelo fim do financiamento
empresarial de campanha, mecanismo fundamental de cooptação da democracia no
Brasil, contra medidas antidemocráticas como a cláusula de barreira e as
reformas eleitorais que limitem a participação das minorias políticas e sociais
no processo eleitoral. É nosso dever combater figuras como Renan Calheiros e
Cunha, que encabeçam os indiciamentos da lista de Janot, junto com políticos do
PT, PMDB, PP e PSDB.
5) O partido deve e vai
impulsionar imediatamente a campanha contra a medida antidemocrática comandada
por Cunha e votada pela maioria dos deputados que exclui o PSOL dos debates
durante as campanhas eleitorais. Este golpe contra a esquerda quer impedir que
cresça uma alternativa a este regime corrupto. Se a medida de Cunha e seus aliados
for aprovada no senado, os partidos com menos de 09 deputados nao precisam ser
convidados pelas emissoras. E quando as emissoras quiserem convidar, ainda
precisa contar com a concordância de 2/3 dos candidatos. Assim, querem excluir
a esquerda, de imediato o PSOL, ate quando as pesquisas colocam nosso partido
entre os primeiros na disputa. Contra este golpe devemos combater
6) Um partido que se fortalece
pela sua coerência e reafirma seu perfil anticapitalista, em diálogo com as
novas lutas e movimentos. Não aceitamos o rebaixamento programático, que, em
nome de uma suposta “governabilidade”, apresenta inimigos de classe como
“aliados para governar” e celebra alianças que terminam por nos confundir com
este regime político apodrecido e rechaçado pelo povo. Não queremos “crescer” a
qualquer custo, mas crescer para defender um programa e uma concepção política
que é absolutamente distinta à dos partidos tradicionais. Não achamos que a
disputa eleitoral justifique a incorporação de lideranças de direita, reacionários,
fundamentalistas, militaristas, homofóbicos e outros que nada têm a ver com o
perfil do nosso partido.A campanha Luciana Genro pautou questões estratégicas
que devem nortear o programa e a política do PSOL. Bandeiras como a taxação
sobre as grandes fortunas, a auditoria da dívida e suspensão do pagamento e as
bandeiras libertárias e democráticas foram fundamentais.
7) Um partido que empenhe todos
os esforços pela construção de uma alternativa de esquerda de massas no país
para enfrentar os cortes e o ajuste neoliberal de Dilma e Levy, por um lado, e
a oposição de direita por outro. O “ajuste” unifica PT e PSDB, que atuam para
defender os lucros da burguesia e o serviço bilionário da dívida, através do
ataque aos direitos do povo e dos trabalhadores. Nosso partido pode e deve ser
a expressão política de um espaço que reúna o movimento social e sindical,
organizações políticas, ativistas e a intelectualidade progressista, que estão
nas greves e mobilizações, para que a crise não seja descarregada sobre os
ombros do povo. Ao mesmo tempo, nosso partido deve diferenciar-se claramente de
propostas farsescas de “frentes” com o petismo, que pretendem utilizar o
prestígio do PSOL e fazer calar as críticas ao governo do ajuste. Neste
sentido, têm sido muito importantes as posições que nossa bancada de deputados
federais vem adotando. São posições a favor do povo, na defesa dos interesses
dos trabalhadores, não aceitando nenhum direito a menos, combatendo o ajuste
dos capitalistas levado adiante pelo governo federal e contra a direita
reacionária.
8) O PSOL deve enfrentar o
desafio de organizar candidaturas, para as campanhas de 2016, que mobilizem
suas cidades, dialoguem com os movimentos sociais e com o novo ativismo que
surgiu referenciado em junho de 2013. Devemos nos inspirar no que foi a
“Primavera Carioca”, com o companheiro Marcelo Freixo, e na rica experiência
que nos traz as lutas do povo da Espanha. Queremos campanhas construídas
coletivamente, que busquem a participação ampla na elaboração de nossos
programas: candidaturas que respirem os ventos que sopram da Espanha, onde a
esquerda anticapitalista venceu cidades importantes, como Barcelona, com Ada
Colau, e Madri, com Manuela Carmena, através da combinação entre lutas,
construção democrática e aproximação de ativistas dos movimentos sociais.
9) Um PSOL que nunca governe
enfrentando o povo! Nosso partido surgiu justamente como resposta à traição
petista, por governar para o capital, atacando o povo, os trabalhadores e seus
direitos. Sabemos que no capitalismo não é fácil administrar prefeituras, ainda
mais no Brasil onde a União sufoca os municípios. Mas nossos governos não devem
poupar esforços para mostrar de que estão do lado do povo, de que estão
dispostos a todos os sacrifícios para melhorar a vida do povo. Nesse sentido é
imprescindível o combate à Lei de Responsabilidade Fiscal que desmantela o
serviço público para favorecer os agiotas financeiros, via a fraudulenta Dívida
Pública que deve ser auditada. Criticamos também o que infelizmente ocorreu no
governo de Macapá, pelo fato de o prefeito buscar um interdito proibitório
contra a greve dos professores municipais. Não precisamos de prefeituras que
usam o Poder Judiciário para reprimir os que lutam. O V Congresso deve
posicionar-se de modo contundente sobre o perfil das prefeituras que
eventualmente conquistemos. Interdito proibitório nunca mais!
10) Um PSOL que se afirme, nas
eleições municipais de 2016, como uma verdadeira oposição de esquerda,
construindo uma alternativa tanto ao PT e seus aliados, como ao PSDB e outros
partidos da direita tradicional. Não cabe ao PSOL cair no canto de propostas
como “frente de esquerda” com o PT. Passados 12 anos da nossa fundação, o PSOL
não terá o direito de dar uma cobertura de esquerda para um projeto política e
moralmente falido.
11) Fim das irregularidades e
fraudes que visam a subverter a correlação de forças interna. Queremos um
partido democrático e uma direção construída coletivamente a partir do debate e
do respeito ao posicionamento da militância. Por exemplo, a realização de
centenas de filiações irregulares contra o partido em Alagoas, manobras com
setores ligados até a Renan Calheiros, precisa ser duramente rechaçada! Este
tipo de método põe em risco o perfil e a política do PSOL, confundido a personalidades
e organizações corruptas com o único objetivo de obter falsas “maiorias”. Um
PSOL democrático não pode conviver com fraudes e irregularidades internas!
12) Um PSOL que respeite os
setoriais e o papel que ocupam em nosso partido. Num PSOL democrático, a
setorial de mulheres é que deve decidir sobre a organização do movimento de
mulheres. O Diretório Nacional é a instância deliberativa máxima do Partido,
mas não pode cometer intervenções como a que se concretizou por voto de membro
suplente, convocado em urgência, para impor uma vitória de apenas um voto, como
o ocorrido em sua reunião de junho.
13) Um PSOL que invista no
funcionamento democrático do partido. É preciso tomar medidas para definirmos
critérios rígidos e uniformes de filiação; precisamos fazer o recadastramento
das filiações após o Congresso; precisamos de funcionamento regular de
instâncias do partido de base e de direção – por exemplo, plenárias de base
mensais –; é necessário estabelecer mecanismos de presenças regulares nas instâncias
de base para avançarmos em critérios mais orgânicos para participação em
futuros congressos; devemos respeitar as decisões políticas dos diretórios
estaduais e municipais que não estejam ferindo o programa partidário, suas
resoluções gerais e seus princípios; é preciso contar com a participação dos
parlamentares, de forma regular, nas instâncias partidárias.
Com base nestes pontos chamamos a
unidade de todos os militantes e setores do PSOL. Fortalecendo estes pontos,
abre-se para o PSOL a oportunidade de vocalizar as bandeiras e lutas em nosso
país. Como demonstram novas experiências no mundo, nós podemos aceitar o
desafio de construir, também no Brasil, uma alternativa anticapitalista e
democrática que fale para milhões. Para isto, precisamos de uma ferramenta
democrática, aberta aos lutadores e lutadoras, que não se renda às pressões do
capital. Um PSOL que se transforme e renove para estar à altura de um novo
período sem, no entanto, esquecer o perfil e a trajetória que nos trouxeram até
aqui.
Que a militância de nosso partido
e o V Congresso tomem este desafio em suas mãos. Assinam este manifesto correntes, tendências
e coletivos, além de milhares de militantes que já aderiram e continuarão a
aderir nos próximos dias. Estamos apenas começando. Participe! Você está
convidado. Envie sua assinatura para manifesto.ao.psol@gmail.com
Rio Grande do Norte
Alexsandro Targino Presidente do
PSOL Lagoa Salgada-RN
Anderson Castro Grupo de Trabalho
Nacional do Juntos
Antônio Holanda – Presidente do
PSOL Parnamirim RN
Antonio Ronaldo Garcia –
Presidente do Diretório Municipal de Mossoró
Damião Souza Direção Nacional do
MST
Daniella Araújo Cordenadora Geral
do DCE UFRN
Diego Alyson Espaço Cultural José
Praxedes
Diogenes Fagner de Lima –
Dirigente do PSOL–Santa Cruz/RN e militante da Nova Práxis
Djalter Rodrigues Felismino –
Militante do PSOL Natal/RN
Edson Lima Direção Nacional da
Fasubra
Eucana Samuel – Dirigente do PSOL
Poço Branco RN e militante da Nova Práxis
Felipe André Cândido de Sousa –
Dirigente do PSOL–Santa Cruz/RN e militante da Nova Práxis
Francisco Monteiro Neto –
Dirigente do PSOL–Angicos/RN e militante da Nova Práxis
Frederico Henriques Direção
Municipal PSOL Natal-RN
Isabel Keppler, dirigente PSOL RN
Jane Calafange Direção Estaudal
PSOL-RN
João Paulino de Oliveira Neto –
Dirigente do PSOL–Fernando Pedrosa/RN e militante da Nova Práxis
João Santos Presidente do PSOL
Natal-RN
Johnata Cavalcante de Macedo –
Dirigente do PSOL–Angicos/RN e militante da Nova Práxis
José Cosme Presidente do PSOL
João Câmara-RN
Josival Geraldo de Lima Direção
Estaudal PSOL-RN
Leila Targino Direção Estaudal
PSOL-RN
Lilianne Monteiro Associação dos
CAPS e do PSOL Natal-RN
Lucenilson Ângelo Direção
Estaudal PSOL-RN; Direção Estadual do MST
Marcela Marques – Diretório
Municipal de Natal
Márcio Freitas de Paiva –
Militante do PSOL Mossoró/RN
Marcus Miranda Direção Estaudal
PSOL-RN
Maria Salete Direção Municipal
PSOL Natal-RN e da Comunidade Católica do Planalto
Marileide Batista Consad UFRN e
do PSOL Natal-RN
Miria rochelle aprigio dos santos
diretora geral do c.a de Engenharia agrícola e ambiental UFERSA
Modesto Batista Neto – Dirigente
do PSOL–Angicos/RN e militante da Nova Práxis
Raniela Nunes – CA Veterinária
UFERSA
Renatão do Quilombo, primeiro
suplente de vereador Niterói, RJ.
Robério Pauiino – Dirigente
Estadual do PSOL RN e ex-candidato a governador pelo PSOL em 2014
Roberio Paulino – Diretório
Estadual do PSOL-RN e candidato a governador no rn pelo PSOL
Ronaldo Garcia Presidente do PSOL
Mossoró-RN e candidato a vice-governador pelo PSOL (2014)
Sandro Pimentel Presidente
Estadual do PSOL-RN; Comissão de Ética do PSOL Nacional; Vereador de Natal
Sonia Maria Godeiro, dirigente
PSOL Natal/RN – Grupo de Ação Socialista – GAS.
Tarzia Medeiros – Diretório
Nacional
Tertuliano Santiago Direção
Estaudal PSOL-RN; Presidente do SINDFORTE-RN
Tita Holanda – Dirigente do PSOL
Parnamirim RN e militante da Nova Práxis
Walkíria Kosakevic – Dirigente
Política conhecida como Mãe da Revolta do Buzão Natal RN
Correntes:
1º de Maio;
Ação Popular Socialista (APS);
Alternativa Socialista Nova
Praxis;
Construção Socialista (CS);
Corrente Socialista dos
Trabalhadores (CST);
Grupo de Ação Socialista, GAS
Insurgência;
Liberdade, Socialismo e Revolução
(LSR);
Luta Socialista (LS);
Movimento Esquerda Socialista
(MES);
Reage Socialista;
Somos Viamão;
Trabalhadores na Luta Socialista
(TLS).
Categorias:
Política
