Desemprego vai a 8,3% e Dilma fala em um 2016 difícil
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23:29
Carta Capital
A presidenta Dilma Rousseff disse
nesta terça-feira 25 que o Brasil atravessa uma situação econômica que “requer
cuidados” e reconheceu que, apesar das ações do governo, a crise não será
resolvida no curto prazo. Segundo Dilma, 2016 ainda será um ano de
dificuldades.
“Eu espero uma situação melhor.
Mas não tenho como garantir que a situação em 2016 vai ser maravilhosa, não vai
ser, muito provavelmente não será. Agora também não será a dificuldade imensa
que muitos pintam", disse. "Vamos continuar tendo dificuldades, até
porque não sabemos a repercussão de tudo o que está acontecendo na economia
internacional”, afirmou ela em entrevista a rádios do interior de São Paulo,
antes de embarcar para Catanduva, onde entrega unidades habitacionais do Minha
Casa, Minha Vida.
Dilma citou a queda generalizada
registrada na segunda-feira 24 nas bolsas de valores do mundo inteiro, mas
disse que a economia brasileira está se protegendo com medidas como o pacote de
exportações e o programa de atração de investimentos em logística.
“As nossas medidas já começaram
[a ser implementadas], não tem como estarmos pior no futuro, porque tomamos um
conjunto de medidas”, avaliou. A presidenta voltou a criticar o que chamou de
pessimismo em relação ao futuro da economia brasileira e disse que a
insatisfação com o governo é “compreensível”, mas que a situação não pode ser
resolvida imediatamente.
“As pessoas querem que as coisas
sejam imediatamente resolvidas. É compreensível, mas nem sempre [é assim] – e
isso não ocorre também na vida da gente: você tem uma dificuldade, tem que
enfrentar e só o tempo te ajuda a fazer passar", disse Dilma.
Desemprego
A situação difícil da qual fala
Dilma foi expressa na nova rodada de informações do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) a respeito do desemprego. No segundo trimestre
de 2015, a taxa de desemprego foi de 8,3%, a maior da série histórica segundo a
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Trimestral (Pnad Contínua
Trimestral), iniciada em 2012.
Segundo o IBGE, a população
desocupada, equivalente a 8,4 milhões de pessoas, subiu 5,3% em comparação ao
trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o segundo trimestre de
2014, subiu 23,5%.
A taxa cresceu tanto na
comparação com o primeiro trimestre de 2015 (7,9%), quanto com o segundo
trimestre de 2014 (6,8%).
No segundo trimestre de 2015 em
relação ao mesmo período de 2014, a taxa de desocupação cresceu em todas as
regiões: Norte (de 7,2% para 8,5%), Nordeste (de 8,8% para 10,3%), Sudeste (de
6,9% para 8,3%), Sul (de 4,1% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 5,6% para 7,4%).
Entre as unidades da federação, Bahia teve a maior taxa (12,7%) e Santa
Catarina, a menor (3,9%).
*Com informações da Agência Brasil
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