Dólar atinge maior cotação desde 2002 e bancos brasileiros perdem grau de investimento
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12:24
Após anuncio da perda de grau de
investimento do Brasil (veja mais aqui ), o banco norte-americano
Standard&Poor´s rebaixou a nota das ações de 31 empresas brasileiras. 24
destas empresas, dentre elas estão estatais como a Petrobrás e Eletrobrás,
perderam o grau de investimento.
O banco também reduziu as notas
de empresas privadas das áreas de infraestrutura e energia (Comgás, Elektro
entre outras) empresas que estão em risco de deteriorarem suas condições de
acesso à crédito para financiamentos, dentre elas estão concessionárias de
rodovias como a CCR. As empresas distribuidoras de energia estão também na
lista, como empresas vulneráveis a mudanças e um possível controle de tarifas
de energia realizados pelo governo.
Bancos também perdem grau de investimento e apresentam notas rebaixadas
A Standard & Poor’s anunciou
neste dia 10, o rebaixamento das notas de crédito em escala global de 13 bancos
brasileiros e, em escala nacional, de 20 instituições financeiras do País. A
medida ocorre um dia após o rebaixamento das notas de crédito do Brasil em
moeda estrangeira de BBB- para BB+ e em moeda local de BBB+ para BBB-. Bancos
públicos, grandes financiadores de programas e linhas de crédito do governo,
como Minha Casa Minha Vida e Plano Safra, perderam grau de investimento, são
eles: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Bradesco, Itaú Unibanco
e Santander Brasil.
O argumento do banco
norte-americano é que as instituições financeiras e bancos nacionais não
costumam apresentar notas de crédito superiores às do país, e que durante uma
crise, os governos podem adotar políticas de restrição da flexibilidade dos
bancos, por exemplo, em concederem empréstimos o que pode levar a redução dos
lucros dos bancos. É preciso lembrar que apesar deste rebaixamento das notas
dos bancos, os lucros de grandes bancos como Bradesco e Banco do Brasil
atingiram recordes seguidos nos últimos anos e até o semestre passado, lucros
que vieram acompanhados de demissões, aumento da rotatividade e da
terceirização nas agências.
A agência rebaixou os ratings em
escala global das seguintes empresas:
— Banco Safra S.A.;
— Banco Bradesco S.A.;
— Banco Citibank S.A.;
— Itaú Unibanco Holding S.A.;
— Itaú Unibanco S.A.;
— Banco BTG Pactual;
— Banco Pan S.A.;
— Banco Santander (Brasil) S.A.;
— Banco do Nordeste do Brasil
S.A.;
— Banco do Brasil S.A.;
— Banco de Desenvolvimento de
Minas Gerais S.A.;
— Caixa Econômica Federal S.A
(Caixa); e
— Banco Nacional de
Desenvolvimento Social S.A (BNDES).
Dólar mantém valorização e se
aproxima dos R$4,00
Na tarde de hoje, o dólar fechou
a cotação apresentou nova tendência a alta, no começo da manhã arrancou
atingindo a cotação máxima de R$ 3,905 (+2,82%), o que fez o Banco Central
intervir no mercado, por meio da oferta de US$ 1,5 bilhão em dois leilões de
linha. A oferta de dólares foi suficiente para abrandar os ânimos e limitar a
escalada da moeda norte-americana. Ainda assim, a moeda norte-americana
terminou o dia com alta de 1,69%, aos R$ 3,862, no maior nível desde 23 de
outubro de 2002.
Apesar do rebaixamento, a
diretora-gerente de ratings soberanos da S&P, Lisa Schineller, reconheceu o
trabalho de Levy e do Banco Central na busca pelo ajuste fiscal, um sinal de
como os capitalistas e empresários valorizam o esforço neoliberal de ajuste
contra os trabalhadores que Levy e Dilma estão fazendo. "Mas o cenário de
baixo crescimento torna essa política mais desafiadora", ressalvou a
diretora. Atualmente, as duas outras agências, Moody’s e Fitch, ainda mantêm o
Brasil como grau de investimento.
Os capitalistas aplaudiram a
intervenção do Banco Central para frear a cotação do dólar num patamar
aceitável para o ajuste fiscal e para beneficiar os empresários brasileiros que
querem exportar mais mercadorias não consumidas internamente devido a queda no
consumo com a recessão da economia, para desta forma manterem seus lucros.
Porém, como já apontamos em outros artigos, veja mais aqui-, a valorização do
dólar tem custo alto para os trabalhadores, aumentando a inflação e
desvalorizando os salários.
Fonte: Agência Estado/Dow Jones Newswires/Esquerda Diário
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Economia
