"Cunha representa uma ameaça integral a Temer", diz Dilma ao SBT Brasil
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A presidente afastada, Dilma
Rousseff, afirmou que o deputado afastado Eduardo Cunha representa "uma
ameaça integral em todos os sentidos" ao presidente interino, Michel
Temer. A declaração foi feita em entrevista concedida ao jornalista Kennedy
Alencar, do "SBT Brasil", na noite desta quarta-feira (29).
"Certamente eles não falaram
sobre futebol. Com certeza trataram de assuntos que dizem respeito à
governabilidade", afirmou a presidente afastada a respeito da reunião
realizada entre Temer e Cunha no domingo (26).
Dilma disse acreditar que, se
Cunha fosse afastado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) antes da votação da
Câmara sobre a admissibilidade do processo de afastamento -- no dia 17 de abril
--, a admissibilidade do impeachment ficaria comprometida. "Criaria uma
situação muito ruim para o impeachment se ele tivesse sido afastado
antes."
A presidente afastada declarou
também que recorrerá ao STF caso o processo de afastamento definitivo seja
aprovado pelo Senado Federal. A votação final está previsto para ocorrer após a
realização das Olimpíadas, no final de agosto.
Ao se utilizar de um termo
militar para se referir ao processo de impeachment -- "batalha" --
Dilma afirmou que o Supremo "será sempre um recurso de ultima
instância" de sua defesa, mas que primeiro esperará a decisão do Senado a
respeito de seu afastamento definitivo. A previsão é que os senadores tomem uma
decisão no mês de agosto.
Ela voltou a declarar que a
perícia feita a pedido da comissão do impeachment do Senado mostrou que ela não
cometeu crime de responsabilidade, o que torna o processo de afastamento um
"golpe": "A conclusão é que não se pode falar em crime de
responsabilidade".
Dilma afirmou também que
endossará, caso volte à Presidência, uma proposta do Senado de realização de um
plebiscito sobre novas eleições presidenciais. Ela diz que estuda, com aliados,
a divulgação de uma carta de intenção ao povo brasileiro, caso volte ao cargo
de presidente.
A presidente afastada classificou
como "prudente e acertada" a decisão do ministro do STF Dias Tóffoli
de revogar a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo. Ele volta a negar que tenha
utilizado a caixa 2 em suas campanhas à Presidência.
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