Banco Mundial admite que Cuba possui o melhor sistema educacional da América
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Unknown
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23:56
REPORTAGEM –Portal América em Debate
O Banco Mundial acaba de publicar
um informe revelador sobre a problemática da educação na América. Excelentes
professores. Como melhorar a aprendizagem na América, o estudo analisa os
sistemas educativos públicos dos países do continente e os principais desafios
a serem enfrentados.
Segundo o Banco Mundial, “nenhum
sistema escolar latino-americano, com a possível exceção do de Cuba”, possui
parâmetros mundiais.
Na América , os professores de
educação básica (pré-escolar, primário e secundário) constituem um capital
humano de 7 milhões de pessoas, ou seja 4% da população ativa da região, mais
de 20% dos trabalhadores técnicos e profissionais. Seus salários absorvem 4% do
PIB do continente e suas condições de trabalho variam de uma região para outra,
inclusive dentro das fronteiras nacionais. Os professores, mal remunerados, são
em sua maioria mulheres – uma média de 75% - e pertencem às camadas sociais
mais baixas. Além disso, o corpo docente supera os 40 anos de idade e é
considerado “envelhecido”.
O Banco Mundial recorda que todos
os governos do planeta examinam com atenção “a qualidade e o desempenho dos
professores” objetivando que os sistemas educativos se adaptem às novas
realidades. Agora, o eixo é colocado na aquisição de competências e não apenas
na simples acumulação de conhecimentos.
As conclusões do informe são
implacáveis. O Banco Mundial enfatiza “a baixa qualidade na média de
professores da América e do Caribe”, o que constitui o principal obstáculo para
o avanço da educação no continente. Os conteúdos acadêmicos são inadequados e
as práticas ineficientes.
Pouco e mal formados, os
professores consagram apenas 65% do tempo de aula à instrução, “o que equivale
a perder um dia completo de aula por semana”. Por outro lado, o material
didático continua sendo pouco utilizado, particularmente as novas tecnologias de
informação e comunicação. Além disso, os professores não conseguem impor sua
autoridade, manter a atenção dos alunos e suscitar a participação.
Segundo a instituição financeira
internacional, “nenhum corpo docente da região pode ser considerado de alta qualidade
em comparação aos parâmetros mundiais”, com a notável exceção de Cuba.
O Banco Mundial assinala que
“atualmente, nenhum sistema escolar latino-americano, com a possível exceção do
de Cuba, está próximo de mostrar os parâmetros elevados, o forte talento
acadêmico, as remunerações altas ou ao menos adequadas e a elevada autonomia
profissional que caracterizam os sistemas educativos mais eficazes do mundo,
com os da Finlândia, Cingapura, Xangai (China), República da Coreia, Suíça,
Países Baixos e Canadá”.
Com efeito, apenas Cuba, onde a
educação é a principal prioridade desde 1959, dispõe de um sistema educacional
eficiente e de professores de alto nível. O país antilhano não tem porque
invejar as nações mais desenvolvidas. A ilha do Caribe é, também, a nação do
mundo que mais investe em educação, com 13% do orçamento nacional.
Não é a primeira vez que o Banco
Mundial elogia o sistema educacional de Cuba. Em um informe anterior, a
organização recordava a excelência do sistema social da Ilha:
“Cuba é internacionalmente
reconhecida por seus êxitos nos campos da educação e da saúde, com um serviço
social que supera o da maior parte dos países em vias de desenvolvimento e, em
certos setores, se compara ao dos países desenvolvidos. Desde a Revolução
Cubana em 1959 e do subsequente estabelecimento de um Governo comunista com um
partido único, o país criou um sistema de serviços sociais que garante o acesso
universal à educação e à saúde, proporcionado pelo Estado.
Este modelo permitiu Cuba
alcançar a alfabetização universal, erradicar certas enfermidades, acesso geral
à água potável e salubridade pública de base, uma das taxas de mortalidade
infantil mais baixa da região e uma das maiores em expectativa de vida. Uma
revisão dos indicadores sociais de Cuba revela uma melhora quase contínua de
1960 até 1980.
Vários indicadores principais,
como a expectativa de vida e taxa de mortalidade infantil, continuam melhorando
durante a crise econômica do país nos anos 90 […]. Hoje, a assistência social
de Cuba é uma das melhores do mundo em vias de desenvolvimento, como documentam
numerosas fontes internacionais, incluídas a Organização Mundial de Saúde, o
Programa das Nações Unidas pelo desenvolvimento e outras agências da ONU, e o
Banco Mundial. (…)”.
Cuba supera amplamente a América
e o Caribe, assim como outros países com renda intermediária nos principais
indicadores: educação, saúde e saneamento básico.
O Banco Mundial recorda que a
elaboração de bons sistemas educacionais é vital para o porvir da América.
Destaca também o exemplo de Cuba, que alcançou a excelência neste campo e é o
único país do continente que dispõe de um corpo docente de alta qualidade.
Estes resultados se explicam pela vontade política da direção do país caribenho
de situar a juventude no centro do projeto de sociedade, dedicando os recursos
necessários à aquisição de saberes e competências.
Apesar dos recursos limitados de
uma nação do Terceiro Mundo e do estado de sítio econômico imposto pelos
Estados Unidos há mais de meio século, Cuba, baseando-se no ditado de José
Martí, seu Apóstolo e Herói Nacional, “ser culto para ser livre”, demonstra que
uma educação de qualidade está ao alcance de todas as nações.
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Educação
