HSBC encerrará atividades no Brasil e prevê 50 mil demissões no mundo
Postado por
Unknown
às
14:54
Esquerda Diário – www.esquerdadiario.com.br
O HSBC Holdings, o maior banco da
Europa, anunciou nesta terça-feira uma reconstrução global em massa que
contempla um aumento de sua presença na Ásia, a saída quase total do Brasil e
Turquia e o corte de cerca de 50 mil empregos para 2017 a fim de reduzir
custos.
Em um anúncio feito em Hong Kong,
onde foi fundado em 1865, e em Londres, onde atualmente tem sua sede, a
entidade dirigida por Stuart Gulliver precisou seu objetivo de conseguir uma
economia anual de US$ 5 bilhões para restabelecer o crescimento.
Com a meta de melhorar seu
rendimento, o banco procura reduzir seu tamanho global, vendendo a maioria de
suas operações na Turquia e Brasil, onde não consegue competir com seus rivais.
Ao mesmo tempo, o banco planeja aumentar
sua presença na Ásia, especialmente no sudeste e na China, onde prevê
intensificar a expansão da gestão de ativos e seguros no Delta do Rio da
Pérola, além de potenciar a internacionalização do iuane, segundo indicou hoje.
A saída da Turquia e Brasil -onde
possivelmente manterá os serviços a seus melhores clientes- se traduzirá em
cerca de 25 mil demissões, que se somam a outras 25 mil em outros países (oito
mil no Reino Unido), de um quadro de cerca de 260 mil pessoas.
"Devemos reconhecer que o
mundo está mudando e nós devemos mudar com ele", declarou Gulliver ao
confirmar a "significativa reforma" do negócio.
As demissões anunciadas hoje se
somam às 40 mil já aplicadas pelo banco entre 2011, quando Gulliver assumiu as
rédeas, e em 2013, que não conseguiram alcançar os objetivos de rentabilidade
esperados.
Dominic Hook, porta-voz do
sindicato Unite -que representa os funcionários- lamentou que, "após os
escândalos dos últimos anos, a força de trabalho deva sofrer mais uma vez e
pagar pelos erros de outros com seus empregos, suas condições e sua
reputação".
Na quinta-feira, sua filial suíça
acordou pagar 40 milhões de francos (US$ 43 milhões) às autoridades desse país
para que arquivem uma investigação sobre seus serviços a supostos evasores de
impostos e criminosos com contas opacas, revelados pelo ex-funcionário Hervé
Falciani.
O HSBC foi acusado nos últimos
anos de lavagem de dinheiro, manipulação das taxas de juros interbancário e dos
mercados de divisas e venda indevida de produtos financeiros.
As medidas anunciadas hoje são
para tentar readquirir a confiança dos investidores depois dos escândalos dos
últimos tempos.
Nos últimos anos, o banco
imperialista obteve lucros bilionários no Brasil e na América Latina às custas
dos altos juros cobrados de seus correntistas e do estado brasileiro, sendo que
boa parte destes recursos deixaram de ser aplicados na saúde, educação e
moradia. Agora, o HSBC direcionará sua pilhagem contra os trabalhadores e o
conjunto da população dos países asiáticos, deixando para trás um enorme rastro
de demissões e famílias sem sustento.
Categorias:
Economia
