Estudantes realizam ato pela permanência dos ambulantes na UFRN
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Unknown
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15:29
A UFRN acabou de voltar de férias
nesta segunda (27) e já teve a manhã marcada por um ato nas galerias da
Reitoria onde os estudantes rechaçaram o ato da Administração Central de
expulsar os trabalhadores ambulantes que vendem alimentos em corredores e
paradas de ônibus na universidade.
Os próprios ambulantes estiveram
presentes a atividade e relataram a necessidade de continuar vendendo comida
para assegurar a sobrevivência neste momento de crise onde a economia entra em
recessão, o desemprego aumenta e os preços dos alimentos sobem. “Eu sou um
trabalhador e estou trabalhando para sustentar minha família” – resumiu um
ambulante.
Militantes e de várias
organizações estudantis e políticas como UNE e ANEL, estiveram presentes e
foram taxativos em defender a permanência dos ambulantes. A estudante de
mestrado em Biologia e militante da LSR/PSOL, Aretha Melo, falou da importância
dos ambulantes para a permanência do estudante na universidade. “Nós temos um
dos Restaurantes Universitários mais caros do Brasil e muitas vezes o preço praticado
pelos ambulantes permite que o estudante possa fazer as refeições na
universidade, esse é um elemento importante da permanência estudantil”, defendeu
Aretha.
Daniela Araújo que é estudante de
Educação Física e Coordenadora Geral do DCE pela Oposição relatou experiências de
agressão de donos da cantina de seu setor contra estudantes e afirmou que as
clausulas do contrato das cantinas não são cumpridas. “O que existe de
ilegalidade são os empresários não cumprirem o contrato com a universidade, não
os ambulantes tirarem seu sustento do trabalho honesto”, disse Daniela. O
funcionamento das cantinas na universidade hoje é marcado por não atender a
clausula do “melhor preço”, nem abrirem no horário exigido pelo contrato de concessão.
“Em um momento de crise onde o feijão
está mais caro no prato do trabalhador a atitude da Reitoria de expulsar os ambulantes
é um crime, é a negação do projeto da universidade popular”, essa é a
interpretação de Modesto Neto, que é militante da Nova Práxis/PSOL e estudante
de Ciências Sociais. Os estudantes ainda fizeram uma intervenção em atividade
institucional do PIBID e agendaram uma reunião com as autoridades
universitárias para tratarem do tema.
A luta pela permanência dos
ambulantes na universidade continua para além do ato. Outras atividades e
intervenções políticas estão sendo articuladas pelos estudantes no intuito de
reverter a decisão da Reitoria. O certo é que no caso de remoção forçada dos
ambulantes os estudantes se mostraram dispostos a agir intervindo e registrando
possíveis casos de agressão.
Confira algumas imagens:
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