Desemprego recorde eleva a busca por trabalho doméstico
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Unknown
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12:03
Frente ao maior nível de
desemprego registrado na série da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de
Domicílio) Contínua, atingindo um montante de 9,077 milhões de pessoas, os
trabalhadores se veem obrigados a recorrer a empregos sem carteira assinada e
por consequência perdem uma série de garantias.
São 2,513 milhões de pessoas que
estão hoje na fila da desocupação e em busca por emprego, por isso muitos
brasileiros recorrem ao trabalho por conta própria, segundo o IBGE ao menos 913
mil trabalhadores já estão recorrendo ao trabalho informal, o que expressa a
falta de opção e revela a queda de renda e de emprego.
Nessa situação, são milhares de
mulheres trabalhadores que precisam recorrer ao trabalho doméstico como única
maneira de sustentar suas famílias. O número de empregados domésticos aumentou
3,3% no último trimestre de 2015, o que significa 200 mil pessoas a mais e essa
é uma tendência que não para de crescer.
Nos períodos de agosto a outubro
de 2015, o contingente de trabalhadores domésticos chegou a 6,147 milhões de
pessoas (com e sem carteira assinada), maior alta desde 2012. Entre os serviços
estão faxineiras, cozinheiras, babás, jardineiros e motoristas, contabilizando
uma maioria de mulheres trabalhadoras.
Nos últimos anos o número de
empregadas domésticas vinha se reduzindo, mas agora frente à enorme crise
econômica ele tende a aumentar combinado com salários mais baixos e maior
precarização. De acordo com o Pnad, o rendimento do trabalhador doméstico caiu
2,4% no trimestre terminado em outubro, chegando a R$742 em média.
Essa situação é fruto da crise
econômica, que o governo Dilma aliado com todos os partidos da ordem
descarregam com força nas costas dos trabalhadores. Ao tempo em que o governo
federal aprova o “super fundo” partidário e os políticos acumulam fortunas com
salários e privilégios, os trabalhadores amargam as filas de desemprego e o trabalho
precário.
É preciso um saída independente
dos trabalhadores para enfrentar a crise e fazer com que sejam os capitalistas
e os seus representantes que paguem por aquilo que criaram.
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