Eduardo Cunha é afastado da Câmara por liminar do STF
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12:11
Eduardo Cunha é acusado de
"constranger, intimidar parlamentares, réus, colaboradores, advogados e
agentes públicos com o objetivo de embaraçar e retardar investigações",
segundo liminar concedida pelo ministro do STF em resposta ao pedido de
afastamento feito pela Procuradoria Geral da República.
Seu afastamento do cargo de
deputado implica consequentemente no fim de sua liderança na Câmara, que será
assumida pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA), também réu da Lava Jato, tão
corrupto e reacionário quanto todos os deputados golpistas. A liminar
possibilita recurso.
A decisão feita através de
liminar hoje, que ainda deverá ser julgada por todos os ministros do Supremo,
extrapola o julgamento do pedido protocolado pela Rede Sustentabilidade para
que Eduardo Cunha seja afastado da presidência da Câmara dos Deputados por ser
réu em ação penal da Operação Lava-Jato e acelera o sentido do “Partido
Judiciário” trabalhando como arbitro político para “limpar” o golpe e
fortalecer um governo Temer, que já entra deslegitimado.
Cunha é réu do STF por
unanimidade e acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, tendo recebido 5
milhões em propina de contratos de navio sonda nos esquemas de corrupção da Petrobras.
Inquestionável inimigo dos LGBTs e das mulheres, não foi removido por ser
corrupto como toda a Câmara dos deputados e por chefiar esquemas de corrupção,
mas como meio de tornar o golpe aceitável e preparar terreno a ataques ainda
mais duros aos trabalhadores do que vinha aplicando Dilma.
Seu afastamento serve para
justificar a generalização da Lava Jato e o bonapartismo do Judiciário para
rasgar a constituição quando queira, para dar uma cara honesta ao avanço da
direita, enquanto ao mesmo tempo não significa que seja de fato punido, muito
menos vingado pelo seu ódio contra os trabalhadores, jovens, mulheres e LGBTs,
como demonstra o exemplo da Operação “Mãos Limpas” na Itália, que serviu para
restabelecer o regime contra a população.
Seguiremos o dia com notícias e
análises da repercussão sobre o afastamento de Cunha frente a crise política
nacional, em meio a nova onda de ocupações estudantis e a luta da juventude.
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