Dilma já mudou 5 ministros e prepara a 6ª troca
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Josias de Souza – Folha S. Paulo
Em declaração feita por Dilma
Rousseff há 21 dias, em 19 de março, nas pegadas da demissão do então ministro
Cid Gomes. “Vocês estão criando uma reforma no ministério que não existe”,
disse a presidente aos repórteres. “Estou fazendo uma alteração pontual no
Ministério da Educação. Não adianta vocês botarem que tem reforma ministerial.
Não tem. Reforma ministerial é uma panaceia (remédio para todos os males), não
resolve os problemas.”
Na sua tática pontual, Dilma já
alterou cinco pontos de sua equipe —o u 12,8% da Esplanada. O ministro Marcelo
Néri (Assuntos Estratégicos) foi trocado por Mangabeira Unger. Cid Gomes
(Educação) deu lugar a Renato Janine Ribeiro. Na vaga de Thomas Traumann
(Comunicação Social da Presidência) entrou Edinho Silva. As atribuições de Pepe
Vargas (Relações Institucionais) foram assumidas pelo vice-presidente Michel
Temer. E Ideli Salvatti (Direitos Humanos) foi desalojada para que sua poltrona
virasse um prêmio de consolação para um humilhado Pepe.
Ainda falta acomodar no primeiro
escalão de Brasília o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves. Dilma
reafirmou a Temer que fará a nomeação de Henrique, provavelmente para a pasta
do Turismo, momentaneamente ocupada por Vinicius Lage, um apadrinhado do
presidente do Senado, Renan Calheiros.
Confirmando-se essa sexta
alteração, a meia-sola ministerial de Dilma atingirá 15,3% do time escalado em
janeiro para tocar 39 ministérios. Levando-se em conta que o segundo reinado
começou há escassos 98 dias, a marca é constrangedora. Pode-se acusar o atual
governo de muita coisa, menos de monótono.
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