Aliados receiam que Cunha acabe sendo preso
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às
14:36
Alguns dos mais leais integrantes
da milícia parlamentar de Eduardo Cunha aconselharam ao presidente afastado da
Câmara que suavize o seu estilo. Receiam que, se o personagem continuar urdindo
manobras no conselho de ética para retardar a tramitação do pedido de cassação
do seu mandato, o STF pode decretar sua prisão preventiva.
Numa das conversas, os
interlocutores recordaram a Cunha o caso do senador Delcídio Amaral. Preso sob
a acusação de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró,
Delcídio foi mencionado para realçar a seguinte percepção: hoje, o mandato
parlamentar já não é um escudo intransponível.
A infantaria de Cunha está
dividida. Uma ala defende que ele conserve a trincheira aberta. Outra
aconselha-o a renunciar à Presidência da Câmara em troca de um acordo
suprapartidário que lhe assegure a manutenção do mandato. Nas palavras de um
interlocutor de Cunha, “ele ainda não opera no modo renúncia.” A pressão
continua.
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